Em 4 de novembro de 2026, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou duas capturas de conversas de Daniel Vorcaro com Ana Matos, então responsável pela comunicação do Banco Master. Perguntou o que as mensagens significavam e republicou a acusação do perfil Space Liberdade, segundo o qual o banqueiro combinava ataques com Renato Giraldi, do Estúdio Quinto Elemento1. No dia seguinte, o deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR) divulgou um vídeo em que apresentou o grupo como infiltrado na direita e a serviço de Vorcaro.
Uma das imagens divulgadas pelo próprio Nikolas traz a sequência que contraria essa versão. Vorcaro envia à marqueteira uma publicação que Kim Paim já havia feito no X. Diz que outra pessoa a publicou, manda colocar gente nos comentários e sugere um meme. Ana responde que ainda não tinha visto o post e que passaria a engajá-lo. A ordem do Master veio quase duas horas depois da publicação.
A outra captura mostra Vorcaro mandando Ana procurar Giraldi, a quem atribuía um “batalhão de internet”. A conversa continua além do print. Na manhã seguinte, Ana disse que Giraldi ainda não havia respondido. Mais tarde, escreveu duas frases que sugerem contato, mas a transcrição não contém uma mensagem de Giraldi aceitando a tarefa, nem contrato ou repasse a ele. Um mês antes, o próprio Vorcaro havia dito a Ana que conhecia Giraldi e que ele não era próximo.
A cronologia enfraquece a acusação de que as críticas ao BTG foram encomendadas por Vorcaro. Kim Paim criticava o banco desde 2021. Em dezembro de 2024, Giraldi já questionava um possível favorecimento ao BTG no caso do Banco Nacional. Em abril de 2025, meses antes de Vorcaro mandar engajar o post de Paim, o influenciador cobrava uma CPI do próprio Master.
Mesmo diante dessas datas, perfis que aderiram à ofensiva de Nikolas passaram a apresentar a ordem de Vorcaro para fazer “web sujo” como se Giraldi a tivesse cumprido. A insinuação avançou para uma acusação de pagamento. No Inteligência Ltda., em conversa com Arthur do Val, o Mamãe Falei,e Felipe Sestaro, Rogério Vilela afirmou que Kim Paim recebia dinheiro de Vorcaro. As mensagens examinadas registram a tentativa de aproveitar um post já publicado e a ordem para procurar Giraldi. Elas não trazem contrato, comprovante de repasse ou resposta de Paim aceitando uma tarefa do banco.
Paim contestou a acusação em suas redes e desafiou quem fala em pagamento a apresentar registros financeiros. À nossa reportagem, Giraldi negou ter recebido instruções de Vorcaro ou sua equipe.
A carona do Master
Em 10 de agosto de 2025, às 8h10 de Brasília, Paim publicou no X uma crítica ao banqueiro André Esteves, a quem chamava de Dedé, e ao colunista Lauro Jardim. O post associava os dois e ironizava o poder de Esteves. O Master e Vorcaro sequer eram citados.
Às 10h04, Vorcaro enviou o link a Ana. Viu ali um lugar para associar Esteves a Jardim e mandou “Colocar gente pra comentar”. Às 10h06, Ana respondeu: “Não tinha visto essa ainda. Vamos la engajar o post agora”. Vorcaro sugeriu um meme de Lauro como cachorro de Esteves e pediu que a equipe esquentasse e monitorasse o assunto. Às 19h58, Ana disse que o engajamento tinha sido bom e enviou imagens que a transcrição não preserva. O relato dela não permite medir a ação nem identificar seus operadores.
O procedimento descrito é amplificação coordenada de conteúdo de terceiros. Um organizador identifica uma publicação que serve a seus interesses e mobiliza pessoas ou contas para aumentar sua circulação ou influenciar o debate nos comentários. Mooska, do perfil LagSignal, chamou a prática de “parasitismo de audiência”, uma descrição da carona no alcance de outra pessoa. Quando o organizador também oculta a origem da ação e faz as interações coordenadas parecerem apoio popular espontâneo, a prática recebe o nome de astroturfing. Ela pode usar pessoas, contas falsas ou automação. O elemento decisivo é a simulação de espontaneidade, como descrevem um estudo comparativo e um guia da CISA.
Na véspera, Ana havia falado em robô ao tratar de interações em outro contexto. Para o post de Paim, o que a conversa registra é a ordem de colocar pessoas nos comentários e o relato posterior de Ana. A sequência mostra a instrumentalização do post pela equipe do Master. Ela não identifica contas falsas, não demonstra uso de robôs naquele post e não registra encomenda, autorização ou participação de Paim na operação. Se a acusação é de que ele publicou a pedido do banco, falta justamente o pedido que teria antecedido a publicação.
Os dois Renatos
Em 3 de agosto de 2025, Vorcaro e Ana discutiam vídeos sobre Esteves e seus vínculos com jornalistas e autoridades. Às 13h32, Vorcaro elogiou Giraldi e disse que o conhecia. Ana perguntou se ele era próximo. “Nao e proximo”, respondeu o banqueiro às 13h33. As mensagens mostram Vorcaro voltando ao vídeo que queria fazer sobre Esteves.
Em 2 de setembro, às 20h14, Vorcaro mandou Ana usar Giraldi, falou em “Fazer web sujo” e enviou o contato dele. Às 20h18, a executiva disse que cuidaria disso e que não sabia quem ele era. Minutos depois, o banqueiro escreveu “Vamos detonar renato” e pediu uma foto com crachá do BTG. São dois Renatos. O alvo era Renato Gomes, diretor do Banco Central que atuava na análise da compra de parte do Master pelo BRB. Giraldi era a pessoa que o banqueiro queria mobilizar para difundir a pauta. As perguntas redigidas naquela noite, sobre decisões do BC e reuniões com Esteves, deixam claro de qual Renato se tratava.
Às 7h58 de 3 de setembro, Ana avisou que Giraldi ainda não havia respondido e disse que ligaria às 8h. Às 8h24, escreveu “Já falamos”, sem dizer com quem. Às 9h02, quando Vorcaro mandou incluí-lo na campanha sobre uma proposta de lei, Ana respondeu: “Giraldi tá no outro tema - brifo tbm”. As duas mensagens sugerem que Ana pode ter falado com Giraldi. A transcrição não registra uma conversa entre os dois. Naquele mesmo dia, o BRB comunicou ao mercado que o Banco Central havia rejeitado a operação.
Em 7 de setembro de 2025, Giraldi publicou no X uma crítica à atuação de um diretor do Banco Central em dois negócios do BTG. O primeiro foi a transferência do controle do Banco Econômico ao BTG, aprovada em 2022. O segundo foi a aquisição do Banco Nacional, em 2024. Giraldi atribuiu às duas operações mais de R$ 11 bilhões em créditos e benefícios fiscais para o BTG e cobrou uma manifestação da CVM.
A cifra, os dois bancos e a atuação de Renato Gomes já apareciam na reportagem de Diego Escosteguy, publicada por O Bastidor às 17h35 de 1º de setembro. Às 20h36, Vorcaro perguntou a Ana se ela havia visto a matéria. Ela respondeu que era de Diego. O texto circulava um dia antes de Vorcaro mandar procurar Giraldi. O Bastidor voltou ao tema nos dias 4 de setembro e 5 de setembro.
A origem dessa pauta merece escrutínio. A Folha de S.Paulo reproduziu trechos em que a Polícia Federal atribui a Escosteguy recebimentos para publicar informações de interesse de Vorcaro. O jornalista afirmou que os valores se referiam a publicidade e patrocínio e negou direcionamento editorial. O episódio descrito em detalhe pela PF diz respeito a uma nota de novembro de 2025.
Giraldi já mirava o BTG
Giraldi já criticava a influência de André Esteves e a concentração de poder no mercado financeiro em dezembro de 2024.
Em 8 de dezembro de 2024, nove meses antes de Vorcaro mandar Ana Matos procurá-lo, Giraldi já questionava no X se o BTG seria favorecido no recebimento de créditos do Banco Nacional. Ele compartilhava uma chamada da Agenda do Poder sobre uma tabela que, segundo o jornalista Ricardo Bruno, um político havia enviado por engano a um grupo de WhatsApp. A reportagem sobre a tabela dizia que a Caixa já havia reconhecido cerca de R$ 8,3 bilhões em créditos e citava a hipótese de que o trânsito de André Esteves no governo facilitaria o recebimento. Giraldi ironizou a operação como um possível “novo modelo de ‘parceria público-privada’”.
O valor dos créditos era uma razão concreta para escrutinar o negócio. Em agosto de 2024, o Banco Central aprovou a transferência do controle do Banco Nacional ao BTG. O Nacional tinha direitos a receber do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), um fundo público ligado a antigos financiamentos habitacionais. O laudo de avaliação, encomendado pelo BTG e apresentado à CVM, registrava R$ 6,6 bilhões nessa carteira em julho de 2024. A questão era se o Nacional teria prioridade sobre outros credores para que esses direitos fossem reconhecidos ou liquidados.
Um documento oficial dá peso a essa pergunta. Em 21 de setembro de 2023, antes da transferência de controle, um termo de conciliação entre a Caixa, o Nacional e suas controladoras, com o Banco Central como interveniente, previu que a Caixa encaminharia ao Tesouro, em até 60 dias, lotes de créditos do Nacional no valor de R$ 11,3 bilhões, além de lotes adicionais em 2024. O objetivo era usar os créditos para quitar a dívida do Nacional com o Banco Central. Ao analisar o termo, a unidade técnica do TCU apontou o risco de que a prioridade dada a um credor prejudicasse os demais e observou que os impactos para a União não haviam sido medidos. O valor do termo correspondia a créditos previstos para encaminhamento, não a um pagamento ao BTG.
Em 17 de junho de 2026, o plenário do TCU arquivou o expediente que examinava o pedido de anuência ao termo. No acórdão 1529/2026, o voto do revisor registra que o encontro de contas ocorreu pela via ordinária, sem execução do acordo. A AGU negou ter interferido para antecipar o recebimento de créditos em favor do BTG. Os documentos sustentam a pergunta de Giraldi sobre o risco de tratamento preferencial. Eles não demonstram que Esteves tenha obtido a prioridade prevista no termo.
O post fazia parte de uma crítica mais ampla. Em 10 de dezembro de 2024, Giraldi ironizou Esteves ao lado de outros banqueiros. No dia seguinte, criticou a concentração bancária e disse que a alta dos juros favorecia BTG e Itaú enquanto famílias e pequenas empresas ficavam sem crédito. Em 28 de dezembro, questionou o interesse do BTG no mercado ligado à Lei Rouanet. A sequência mostra por que o Banco Nacional já era assunto para Giraldi antes da abordagem do Master. A origem dos dados usados no post de 7 de setembro de 2025 continua sendo uma questão separada.
Paim cobrou a CPI do Master
Em 19 de maio de 2021, Paim criticou o BTG ao comentar a entrada do banco no negócio da Empiricus. Em 6 de novembro de 2023, ironizou a atuação de Esteves em relação ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em 9 de junho de 2024, criticou a defesa do banqueiro por apoiadores de Lula. Os registros confirmam que Esteves já era alvo recorrente de Paim anos antes de o Master aproveitar o post sobre Lauro Jardim.
Em 30 de abril de 2025, Paim cobrou de Ciro Nogueira uma posição sobre a CPI do Banco Master. Em 30 de junho, voltou ao assunto e perguntou a um interlocutor por que Ciro era contra a comissão. Em 26 de abril, Pâm Costa também criticou o senador por suposto lobby contra o protocolo. Giraldi republicou os posts de Paim e de Costa.
Depois da liquidação do Master, Paim também fez críticas dirigidas ao próprio Vorcaro. Em 26 de dezembro de 2025, ironizou o banqueiro e o chamou de Paquito. Em abril de 2026, publicou um vídeo sobre a delação e, em junho, levantou a possibilidade de Vorcaro pedir a nulidade. Esses episódios posteriores não provam o que aconteceu em setembro. Somados à cobrança da CPI antes de agosto, porém, contradizem a descrição genérica de Paim como alguém que só batia no BTG para defender o Master.
O pedido de Nikolas a Vorcaro
O padrão de prova empregado por Nikolas contra o Quinto Elemento pode ser aplicado ao próprio deputado. No segundo turno de 2022, ele usou um jato ligado a Vorcaro em agendas de campanha de Jair Bolsonaro, segundo o levantamento de rotas de O Globo. Nikolas disse que aceitou um convite para a caravana e que só depois soube de quem era o avião. A afirmação de Vorcaro de que bancou todos os voos do deputado é mais ampla do que o itinerário documentado.
Em maio de 2024, após uma publicação crítica sobre um evento em Londres patrocinado pelo Master, o empresário Flávio Carneiro afirmou a Vorcaro que conversou com Nikolas e que o post havia sido retirado. As mensagens foram publicadas pelo ICL. O advogado do deputado negou que ele tenha apagado publicações, e o veículo informou que não encontrou mais um dos posts no X. O relato de Carneiro não equivale a uma promessa escrita por Nikolas. No áudio que enviou ao banqueiro em março de 2025, o próprio deputado pediu desculpas pelo episódio e disse que não teria publicado se soubesse que se tratava do banco de Vorcaro.
O mesmo áudio, de 30 de março de 2025, contém um pedido direto. Nikolas solicitou ajuda para uma pendência relativa a um ativo minerário de interesse de seu advogado e ex-assessor Thiago Rodrigues de Faria. Áudio confirmou negócio que A Investigação já havia mapeado.
Disse que não sabia do que se tratava e se ofereceu para passar o contato. Em 2 de abril, Vorcaro disse ao advogado Luiz Rennó que Nikolas o havia procurado e que o atendeu por dez minutos. Rennó avaliou que o negócio não valia a pena. O material não demonstra que o ativo tenha sido destravado. Nikolas disse que nunca recebeu dinheiro de Vorcaro e nunca se encontrou com ele.
Em setembro de 2026, a Justiça Eleitoral mandou remover publicações que atribuíam a Nikolas um tratamento íntimo contestado no áudio. O juiz preservou outras publicações sobre o pedido relativo ao ativo minerário. O deputado reconheceu à CNN Brasil que falou com Vorcaro e disse que a tentativa de ajudar o amigo não avançou.
Uma conversa direta também não prova, por si só, crime ou contrapartida. Mas há uma diferença verificável: no caso de Nikolas, existe um áudio dele dirigido a Vorcaro com um pedido concreto. No de Giraldi, os prints divulgados pelo deputado mostram Vorcaro falando de Giraldi a uma terceira pessoa. Atribuir aos dois registros o mesmo valor probatório inverte o que cada um documenta.
Do INSS aos PowerPoints
A parceria entre A Investigação e o Estúdio Quinto Elemento já havia rendido trabalho sobre as fraudes no INSS. Em 15 de setembro de 2025, publiquei um minicast do estúdio que acompanhava o dinheiro dos aposentados até bancos e fintechs. O episódio mostrou como o acesso a cadastros e o desconto em folha ajudaram a sustentar práticas abusivas no crédito consignado.
Em 19 de março de 2026, Pâmela Costa e eu publicamos em A Investigação uma reportagem que seguiu o caminho do CredCesta, um cartão vinculado à folha de pagamento dos servidores baianos. A apuração reconstituiu a privatização da Cesta do Povo em 2018, no governo Rui Costa, e mostrou como Augusto Lima levou a carteira de consignado ao Master em 2020. O cartão estadual se tornou uma peça importante na expansão do banco de Vorcaro. A reportagem também detalhou os vínculos de Jaques Wagner e de outros nomes do PT com o caso Master.
No dia seguinte, a GloboNews nos plagiou. Exibiu no Estúdio i um painel igual ao que acompanhava a reportagem, com outra seleção de nomes. A militância petista não gostou e se sentiu traída. Virou uma guerra de PowerPoints, cada um com uma versão puxando para o seu lado, que culminou com um pedido de desculpas oficial lido por Andréia Sadi ao vivo e demissão na Globonews após “pito” de Lula na emissora.
Linha do tempo dos posts e das mensagens
19 de maio de 2021 — Kim Paim critica o BTG ao comentar o negócio com a Empiricus.
20 a 28 de outubro de 2022 — Nikolas Ferreira usa um avião operado pela Prime Aviation, empresa da qual Vorcaro tinha participação. Nikolas afirma que desconhecia essa ligação na época. A operadora diz que o banqueiro não era proprietário da aeronave.
6 de novembro de 2023 — Paim ironiza André Esteves e sua relação com Fernando Haddad.
27 de abril a 4 de maio de 2024 — Vorcaro reclama a interlocutores das críticas de Nikolas ao patrocínio do Master a um evento em Londres. Em 4 de maio, Flávio Carneiro diz ao banqueiro que conversou com o deputado e que ele retirou um post. O advogado de Nikolas nega que ele tenha apagado publicações.
8 de dezembro de 2024 — Renato Giraldi questiona se o BTG seria favorecido no recebimento de créditos do Banco Nacional.
30 de março de 2025 — Nikolas envia um áudio diretamente a Vorcaro. Pede ajuda para uma questão relativa a um ativo minerário de interesse de Thiago Rodrigues de Faria, seu advogado e então assessor. Diz que gostaria de ter mais proximidade com o banqueiro. iclnoticias.com.br
1º e 2 de abril de 2025 — Nikolas avisa que Faria estará em Brasília. Vorcaro responde “Deixa comigo” e, em conversa com seu advogado Luiz Rennó, diz que atendeu o deputado por dez minutos. Rennó avalia que o negócio não vale a pena.
26 de abril de 2025 — Giraldi republica uma crítica à resistência de Ciro Nogueira à CPI do Banco Master.
30 de abril de 2025 — Paim cobra de Ciro uma posição sobre a CPI.
30 de junho de 2025 — Paim volta a questionar a oposição de Ciro à comissão. Giraldi republica o post.
3 de agosto de 2025 — Vorcaro elogia Giraldi numa conversa com Ana Matos. Ao ser perguntado se os dois são próximos, responde: “Não é próximo”.
10 de agosto de 2025, 8h10 — Paim publica uma crítica a Esteves e Lauro Jardim, sem mencionar o Master.
10 de agosto, 10h04 — Vorcaro envia o post a Ana e manda colocar gente nos comentários. Ela responde que ainda não o tinha visto e que passaria a engajá-lo. À noite, relata que o engajamento foi bom.
1º de setembro de 2025 — O Bastidor publica uma reportagem sobre decisões do Banco Central nos casos Nacional e Econômico. Naquela noite, Vorcaro pergunta a Ana se ela viu a matéria.
2 de setembro de 2025 — Vorcaro manda Ana procurar Giraldi, envia o contato dele e fala em fazer “web sujo”. Ao pedir que detonem “Renato”, refere-se a Renato Gomes, diretor do Banco Central.
3 de setembro de 2025 — Ana diz pela manhã que Giraldi ainda não respondeu. Mais tarde, escreve “Já falamos” e “Giraldi tá no outro tema — brifo tbm”. A transcrição não mostra a conversa a que ela se refere.
7 de setembro de 2025 — Giraldi publica um texto sobre as operações com os bancos Nacional e Econômico e cobra uma manifestação da CVM.
26 de dezembro de 2025 — Paim ironiza Vorcaro, a quem chama de “Paquito”.
3 de março de 2026 — A imprensa revela os voos feitos por Nikolas em outubro de 2022.
3 de setembro de 2026 — O áudio enviado por Nikolas a Vorcaro em março de 2025 vem a público. O deputado confirma que falou com o banqueiro e nega ter recebido dinheiro dele. cnnbrasil.com.br
4 de novembro de 2026 — Nikolas divulga capturas das conversas de Vorcaro com Ana e republica a acusação de que o banqueiro combinava ataques com o Quinto Elemento.
5 de novembro de 2026 — Jeffrey Chiquini publica um vídeo que apresenta integrantes do estúdio como infiltrados na direita e a serviço de Vorcaro.
Leia mais:
O papel de bancos e fintechs na farra do INSS
Todos já ouviram falar do papel de sindicatos e entidades de fachada nas fraudes contra aposentados. Poucos, porém, tratam de quem puxou essa fila: bancos e fintechs.
Reportagem de A Investigação sobre ligações do PT com caso Master provoca guerra de PowerPoints e crise na GloboNews
Nos cinco dias seguintes à publicação de “As digitais de Lula e do PT nos escândalos do INSS e Banco Master”, no dia 19 de março, em A Investigação, as redes sociais foram tomadas por uma enxurrada de diagramas tentando recontar o caso. Como filho feio não tem pai, cada campo montou a sua própria versão da história e passou a empurrar a responsabilidade…
David Ágape, autor desta reportagem, é colaborador do Estúdio Quinto Elemento.










E o Arthur Machado?