Em 7 de outubro de 2023, terroristas do Hamas atravessaram a fronteira da Faixa de Gaza, invadiram comunidades israelenses e o festival de música Nova, assassinaram cerca de 1,2 mil pessoas e sequestraram outras 251. Homens, mulheres, idosos e crianças foram mortos dentro de casa ou enquanto tentavam fugir. Houve tortura, violência sexual, mutilação de corpos e exibição de vítimas como troféus. Foi o maior massacre de judeus desde o Holocausto.
Três anos depois, o Brasil chega ao aniversário do massacre entre dois turnos de uma eleição que também decidirá sua posição diante de Israel. Flávio Bolsonaro (PL) venceu o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula (PT). A disputa de 25 de outubro coloca frente a frente a política externa hostil construída pelo petista e a possibilidade de o Brasil voltar a tratar Israel como aliado.
Lula condenou timidamente o ataque do Hamas no próprio dia 7. Depois, comparou a guerra em Gaza ao extermínio dos judeus por Hitler, retirou o embaixador brasileiro de Israel, aderiu à acusação de genocídio, estreitou as relações com o Irã e viu sua delegação abandonar o plenário da ONU durante o discurso do primeiro-ministro israelense. Lula não criou o ódio de parte da esquerda a Israel. Deu a ele a força da Presidência e do Itamaraty.

Esta reportagem examina uma das raízes da hostilidade da esquerda a Israel. Governado por trabalhistas durante quase três décadas e apoiado inicialmente pela União Soviética, o país já foi admirado por socialistas europeus — o sonho de uma experiência coletiva que cultivava o deserto.
Quando se aproximou dos Estados Unidos e derrotou exércitos árabes armados por Moscou, passou a ser visto por parte da esquerda como um antigo aliado que a havia traído. E, se há uma coisa que desperta um ódio profundo na esquerda, é o traidor.
Essa mudança de status ajuda a explicar por que militantes capazes de relativizar o Holodomor, a repressão chinesa contra os uigures e os massacres de cristãos na Nigéria perdem qualquer freio quando o acusado é Israel — e chegam a chamar o assassinato de civis israelenses de “resistência”.
Desde o 7 de Outubro e a guerra que se seguiu, os ataques antissemitas se multiplicaram fora de Israel. Nos sete países que concentram mais de 90% dos judeus da diáspora, os incidentes registrados em 2025 estavam 136% acima dos de 2022; vinte pessoas foram mortas em ataques antissemitas naquele ano. Na semana passada, um copiloto atacou o comandante de um voo para Tel Aviv e tentou assumir o controle do avião. Só não houve mais uma tragédia porque o comandante Smit Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine e passageiros, entre eles israelenses, conseguiram conter o terrorista e pousar o avião.
É diante desse cenário que o Brasil votará em 25 de outubro: Lula representa a continuidade da política que afastou o país de Israel; Flávio Bolsonaro, a possibilidade de reaproximação.
Precisamos de você
Esta reportagem foi disponibilizada gratuitamente graças ao apoio dos nossos assinantes. Considere se tornar um assinante pago para garantir que este trabalho continue. É apenas R$ 15 por mês.
Além de entrar para nossa comunidade de assinantes, você ainda recebe conteúdos exclusivos.
Para assinaturas com pix envie email para anvestigacao.com@gmail.com
O massacre que a esquerda trata como resistência
Entre os mortos do 7 de Outubro estavam os brasileiros Ranani Nidejelski Glazer, Bruna Valeanu e Karla Stelzer Mendes. O brasileiro-israelense Michel Nisenbaum foi sequestrado e teve o corpo recuperado meses depois. Lula condenou os “ataques terroristas” e apresentou condolências às famílias das vítimas ainda no dia 7. A solidariedade nominal aos brasileiros, porém, só apareceu em 10 de outubro, depois da confirmação das mortes de Ranani e Bruna, por meio da reprodução de notas do Itamaraty. Karla teve a morte confirmada no dia 13.
O problema maior não está nesses três dias, já que as autoridades ainda identificavam os desaparecidos. Está no que veio depois. Conforme a guerra avançou, as vítimas israelenses perderam centralidade no discurso presidencial e Israel ocupou sozinho o lugar de acusado. Em fevereiro de 2024, Lula comparou a operação em Gaza ao que Hitler fez com os judeus. Meses depois, retirou o embaixador brasileiro de Israel. Em julho de 2025, o Brasil deixou a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, organização dedicada à educação sobre o Holocausto e ao combate ao antissemitismo.
Enquanto o presidente mudava o eixo moral da história, parte de sua base já havia escolhido um lado no próprio dia do massacre. PCO, PSTU, PCB, militantes do PSOL, integrantes do MST e pessoas ligadas ao governo apresentaram o ataque como “resistência”. Em A Investigação, reuni diversas declarações que justificavam a violência, ironizavam vítimas ou defendiam o fim do Estado de Israel. Dois anos depois, mostrei como a memória do massacre havia sido empurrada para fora do debate.
A inversão também alcançou pessoas escolhidas pelo próprio governo para combater o extremismo. Francirosy Campos Barbosa, integrante do grupo de trabalho sobre discurso de ódio do Ministério dos Direitos Humanos, tratou a invasão como “colonos ilegais sendo expulsos” e escreveu que “cada povo luta com as armas que tem”. Sayid Marcos Tenório, então assessor parlamentar e interlocutor de ministros, zombou de uma refém israelense. Breno Altman, próximo ao PT e presença frequente nos ambientes partidários, converteu o 7 de Outubro numa ação militar legítima, separando os eventuais crimes do sentido político do ataque.
O mesmo mecanismo reapareceu em 2026. Questionado sobre estupros, sequestros e assassinatos de civis, inclusive de bebês, Jones Manoel, então pré-candidato do PSOL, afirmou apoiar “todas as formas de resistência” e disse não ser “sommelier de resistência”. Depois tentou esclarecer que não apoia violência sexual. Isso não apaga que, diante de uma vítima concreta e de uma abstração revolucionária, protegeu primeiro a abstração. Jones Manoel foi eleito deputado federal por Pernambuco com quase 250 mil votos e hoje faz campanha pela reeleição de Lula.
Em entrevista concedida a jornalistas no Palácio do Planalto em julho, Lula disse que não se trata de uma “guerra normal”, mas de “um exército matando mulheres e crianças”. E acrescentou: “E vem dizer que é antissemitismo? Precisa parar com esse vitimismo. O que está acontecendo na Faixa de Gaza é um ge-no-cí-dio”, disse, tentando enfatizar as sílabas da palavra, segundo a BBC.
Quando Israel deixou de ser o sonho da esquerda
Sionismo é o movimento nacionalista que defende o direito do povo judeu à autodeterminação e à existência de um Estado nacional judeu em sua terra ancestral. O nome vem de Sião, uma das colinas de Jerusalém, que tem forte significado simbólico e histórico para o judaísmo. O termo “sionismo” só foi cunhado no final do século XIX.
O sionismo moderno surgiu na Europa no final do século XIX, em resposta ao antissemitismo crescente — pogroms no Império Russo e o Caso Dreyfus na França. Herzl, jornalista judeu austro-húngaro, publicou em 1896 o livro O Estado Judeu e organizou o Primeiro Congresso Sionista em 1897, na Suíça.
O objetivo central era a criação de um Estado judeu soberano. Esse objetivo foi alcançado com a proclamação do Estado de Israel em 14 de maio de 1948, cerca de três anos após o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. O Holocausto, embora não tenha originado o sionismo, funcionou como um poderoso acelerador: a matança de cerca de seis milhões de judeus tornou inadiável a necessidade de um refúgio soberano e aumentou o apoio internacional à criação do Estado.
O sionismo não nasceu exclusivamente de esquerda. Reuniu liberais, nacionalistas, religiosos e socialistas. Mas foi a vertente trabalhista que comandou a construção institucional da comunidade judaica na Palestina e governou Israel de 1948 a 1977. David Ben-Gurion, Golda Meir e seus partidos vieram dessa tradição.
O socialismo estava inscrito até no desenho físico do país. Os kibutzim organizaram propriedade e produção coletivas, assembleias comunitárias e divisão do trabalho. A Histadrut foi sindicato, empregadora, prestadora de saúde e instrumento de organização econômica. Cooperativas, terras sob controle público e forte intervenção estatal fizeram do jovem Israel uma experiência muito distante do capitalismo americano.

Por isso, a União Soviética apoiou a partilha da Palestina em 1947, reconheceu Israel e permitiu que armas da Tchecoslováquia comunista chegassem ao novo país durante a guerra de 1948. Stalin não agiu por amor aos judeus, que perseguia dentro da própria URSS. Apostou que o novo Estado expulsaria a influência britânica e poderia permanecer próximo do bloco socialista.
A aproximação com Washington não aconteceu de uma vez. Em 1956, os Estados Unidos obrigaram Israel, França e Reino Unido a recuar na crise de Suez. A mudança começou a se consolidar quando Moscou armou Egito e Síria, John Kennedy autorizou a venda de mísseis Hawk a Israel em 1962, a França fechou sua principal fonte de armamentos e a Guerra dos Seis Dias, em 1967, demonstrou o valor estratégico israelense para os americanos. A ponte aérea dos Estados Unidos na Guerra do Yom Kippur, em 1973, completou a aliança.
No livro From Ambivalence to Betrayal, o historiador Robert Wistrich acompanha justamente a transformação da atitude da esquerda diante dos judeus, do sionismo e de Israel. Colin Shindler, no livro Israel and the European Left, descreve o caminho entre a solidariedade inicial e a deslegitimação. Jeffrey Herf documentou como a Alemanha Oriental e a extrema esquerda ocidental combinaram propaganda, apoio político e cooperação com organizações palestinas numa guerra não declarada contra Israel.
Não é preciso aderir a todas as conclusões desses autores para reconhecer a sequência. O país admirado quando era trabalhista, agrícola e vulnerável tornou-se objeto de hostilidade quando ficou militarmente forte, virou aliado americano e venceu os Estados árabes apoiados e armados pela União Soviética.
O ódio reservado ao traidor
A traição aqui não é uma conspiração nem uma explicação psicológica para cada militante. É uma chave histórica. Movimentos ideológicos costumam odiar o dissidente mais do que o adversário de origem. Israel não apenas tomou uma direção diferente. Aos olhos de parte da esquerda, abandonou uma promessa: deixou de ser a experiência coletiva que cultivava o deserto e se tornou o aliado armado dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Depois de 1967, a propaganda soviética ofereceu o vocabulário necessário. Israel passou a ser descrito como racista, colonialista e nazista. Em 1975, uma coalizão formada pelo bloco soviético, pelos Estados árabes e por boa parte dos países não alinhados aprovou na ONU a resolução que equiparava sionismo a racismo. O Brasil, então sob o governo Geisel, votou a favor. O texto foi revogado em 1991, mas sua estrutura mental sobreviveu.
À antiga propaganda juntou-se a linguagem contemporânea de “opressor” e “oprimido”. Se Israel é colocado no primeiro grupo e os palestinos no segundo, qualquer violência palestina pode ser absolvida como reação. A história deixa de ser examinada pelo ato cometido e passa a ser julgada pela identidade de quem age. É assim que uma organização islamista que reprime mulheres, homossexuais e adversários políticos pode ser romantizada por movimentos que dizem defender exatamente essas pessoas.
Mesmo tendo se passado quase 37 anos desde a queda da Cortina de Ferro, militantes de esquerda continuam demonizando Israel. Muitos, sem nem sequer saber a origem do seu antissemitismo, repetem chavões e palavras de ordem cujo significado desconhecem. Esses gritos de guerra funcionam como apitos de cachorro — os mesmos de que acusam a direita de usar — e inspiram extremistas a cometer atos de terrorismo.
Criticar Israel não é antissemitismo. Defender a existência de um Estado palestino não significa apoiar o Hamas. Denunciar mortes de civis em Gaza é indispensável. A fronteira é atravessada quando se pede a extinção de Israel, quando judeus precisam renunciar ao sionismo para serem aceitos, quando terroristas recebem licença moral por pertencerem ao campo “oprimido” ou quando o único Estado judeu do mundo é submetido a uma exigência que não se aplica a nenhum outro: deixar de existir para expiar os erros de seu governo.
Essa seletividade explica por que o Holodomor ainda é tratado por comunistas como propaganda antissoviética, por que a repressão aos uigures é relativizada como invenção americana e por que aldeias cristãs massacradas na Nigéria, ainda hoje, quase nunca mobilizam os mesmos partidos. Não é o número de mortos que aciona a fúria. É a identidade política atribuída ao autor do crime. Contra aliados, contexto. Contra Israel, condenação absoluta.
Lula levou esse reflexo ao Itamaraty
Lula deu a esse repertório o poder de uma Presidência. A comparação com Hitler foi o episódio mais brutal porque utilizou o extermínio dos judeus para acusar o Estado criado como refúgio depois desse extermínio. A esquerda brasileira passou anos procurando sinais nazistas numa gravata, num copo de leite, numa frase sobre trabalho ou numa peça de Wagner. Quando Lula banalizou o Holocausto para atingir Israel, seus aliados chamaram a fala de coragem.
O governo também aproximou o Brasil do principal patrocinador do Hamas. Em julho de 2024, Lula enviou Geraldo Alckmin à posse do presidente iraniano Masoud Pezeshkian. O vice-presidente apareceu na cerimônia ao lado de Ismail Haniyeh, chefe político do Hamas morto no dia seguinte, e de representantes da Jihad Islâmica, do Hezbollah e dos Houthis.
Essa aproximação continuou. Conforme revelei em reportagem, documentos vazados do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica mostram redes usadas para vender petróleo sancionado e financiar a estrutura militar externa do regime. Enquanto essas operações se expandiam, Lula atacava sanções, convocava o BRICS contra a pressão americana e oferecia cobertura diplomática ao Irã. O governo Lula escolheu se aproximar do regime que sustenta Hamas, Hezbollah e Houthis.
Na ONU, Lula passou a apresentar “genocídio” como fato consumado. Em setembro de 2026, repetiu a acusação contra o governo Netanyahu. Dois dias depois, a delegação brasileira simplesmente abandonou o plenário assim que o primeiro-ministro de Israel começou a falar. O gesto foi deliberado: o Brasil deu as costas ao representante do país atacado pelo Hamas enquanto preservava suas pontes com o regime que armou e financiou os agressores.
A acusação de genocídio não é uma sentença. A Corte Internacional de Justiça ainda não julgou o mérito do processo apresentado pela África do Sul. Há organizações e especialistas que sustentam a tese; outros contestam a metodologia, a demonstração da intenção específica exigida pela Convenção e o uso político do conceito. A tese não se sustenta como fato estabelecido: no direito, não basta apontar o número de mortos ou a devastação; é preciso demonstrar a intenção específica de destruir o grupo. Lula escolheu apagar a controvérsia e pronunciar o veredito no lugar dos juízes.
Israel pode ser responsabilizado por ataques ilegais sem que sua guerra contra o Hamas seja equiparada ao Holocausto. Avisos de evacuação não tornam automaticamente lícito todo bombardeio, assim como o uso de hospitais e áreas civis pelo Hamas não torna todo palestino um alvo. Mas esses fatos importam para avaliar intenção. Um Exército que avisa civis e uma organização que instala infraestrutura militar entre eles não podem ser reduzidos à mesma caricatura moral.
O Hamas não quer apenas um Estado palestino ao lado de Israel. Sua carta original e declarações de seus dirigentes apresentam explicitamente Israel como entidade a ser eliminada. Em novembro de 2023, Ghazi Hamad, líder do Hamas, afirmou que o 7 de Outubro deveria ser repetido até a aniquilação de Israel.
A escolha do dia 25
O segundo turno ocorre num momento em que a posição brasileira já é observada no exterior. Depois da vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, o perfil de notícias internacionais Ryan Rozbiani escreveu que o Brasil poderia ser o próximo país sul-americano a mudar para um governo pró-Israel. A publicação alcançou mais de 400 mil visualizações. A leitura é correta num ponto: uma vitória de Flávio alteraria de forma profunda a política construída por Lula.
Isso não obriga o eleitor a aprovar toda ação militar israelense, defender Netanyahu ou ignorar o sofrimento palestino. A defesa de Israel não exige obediência a um governo estrangeiro. Exige reconhecer uma diferença elementar entre criticar decisões de um Estado e legitimar o projeto de quem pretende eliminá-lo totalmente.
Muitos alegam que “antissionismo não é antissemitismo”. Isso é falso. É possível criticar políticas de Israel sem odiar judeus. Grande parte do antissionismo contemporâneo, porém, ultrapassa essa linha com facilidade. O slogan “do rio ao mar” mostra o problema com clareza. A frase não pede um Estado palestino ao lado de Israel. Pede o fim de Israel. O território entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo abrange todo o Estado judeu. Quem a repete, na maioria das vezes, não defende dois Estados, mas a eliminação de um deles.
Lula atravessa o 7 de Outubro como candidato e como responsável por quase quatro anos de deterioração das relações com Israel. Condenou o ataque no primeiro dia, mas depois transformou o massacre que iniciou a guerra em nota de rodapé. Comparou a resposta israelense ao Holocausto, deixou o país sem embaixador em Tel Aviv, aproximou-se do Irã, retirou o Brasil da aliança internacional de memória do Holocausto, aderiu à acusação de genocídio e mandou sua delegação virar as costas quando Israel falou na ONU.
Esses atos não são separados da política interna. A mesma esquerda que relativizou o massacre ocupa cargos, assessora ministérios, influencia a diplomacia e disputa a reeleição. O ódio que aparecia em cartazes, atos partidários e postagens ganhou protocolo, voto na ONU e discurso presidencial.
Em 25 de outubro, o eleitor não decidirá apenas quem governará o Brasil. Decidirá se o país continuará tratando Israel como réu permanente e o Irã como parceiro respeitável, ou se voltará a reconhecer que o 7 de Outubro começou com terroristas atravessando uma fronteira para caçar judeus — e que nenhuma causa, nenhuma eleição e nenhuma bandeira tornam isso resistência.
Podemos contar com você?
Ficamos muito felizes por você ter lido esta reportagem até o final! No entanto, não pudemos deixar de notar que, embora você seja um leitor fiel de A Investigação, ainda não é assinante.
Dependemos 100% dos nossos assinantes. Com apenas R$ 15 por mês, você entra para a nossa comunidade e nos ajuda a continuar investigando o que querem esconder de você.
Leia mais:
Bichos escrotos saem dos esgotos: os brasileiros apoiadores do Hamas
Reportagem publicada em 26 de outubro de 2023
O discurso de ódio dos integrantes do grupo que elaborou relatório contra discurso de ódio para Ministério dos Direitos Humanos
Reportagem publicada em 20 de outubro de 2023










