O Sr. Ricardo Albuquerque Pinto, mais conhecido como o Ancapsu ou Peter Turguniev, tentou desmerecer Stéphane Luçon, jornalista francês radicado na Romênia, a quem entrevistei recentemente sobre o cancelamento das eleições no país. Alertei para o risco de algo parecido ocorrer no Brasil.
Pinto disse que o bloqueio da candidatura do conservador Călin Georgescu foi justo e tratou o jornalista Luçon de “russete”.
Se formos seguir a mesma regra para o que aconteceu no Brasil nos últimos anos, teremos de concordar com a grande imprensa: houve uma tentativa de golpe no 8 de Janeiro. Mas nós sabemos que não foi isso o que aconteceu.
Também teríamos de considerar justa a tentativa de anular a eleição atual com base nas narrativas de interferência americana em favor da campanha de Flávio Bolsonaro.
Nenhuma candidatura deve ser bloqueada, nem eleição anulada, sem motivo gravíssimo — compra de votos, por exemplo. Até hoje o processo que anulou a eleição romena e impediu Georgescu de concorrer permanece opaco.
Pinto usa um espantalho contra Luçon. Desmereceu um trabalho de anos sem sequer avaliar o mérito. Tudo isso porque o próprio Pinto é militante pró-Ucrânia e incentiva, inclusive por meio de rifas, a ida de brasileiros para morrer no front.
Sempre defendi o direito da Ucrânia de se defender e critiquei a invasão russa. Mas, em todo conflito bélico, há uma guerra de informações. Jornalista responsável tem o dever de separar propaganda de guerra de informação. Pinto está inserido nessa guerra e tem conflito de interesses evidente.
Não é a primeira vez que Pinto fala besteira sobre o meu trabalho. Quando revelei quem era o infiltrado no grupo de WhatsApp dos empresários, vi que, no mesmo dia, ele havia “revelado” que se tratava de outra pessoa, um empresário português. Chequei e vi que o homem era inocente. Entrei em contato com Pinto para alertá-lo do erro. Ele afirmou que fez a acusação com base apenas no relato de um integrante do grupo. Eu tinha mais de 20 indícios fortes de que era outra pessoa.
Mesmo assim, Pinto fez um videozinho dizendo que eu havia descoberto “outro infiltrado”. Como se fossem dois. É falso. Detalhe: o português está no grupo até hoje.
Curiosamente, quando publiquei que o assessor da Michelle enviava mensagens a um site de esquerda, Pinto de novo fez vídeo me acusando de cometer erros e até de promover ataques a Michelle — algo que nunca fiz. Nunca entrou em contato comigo. Isso diz bastante sobre o caráter dele.
Menos videozinhos de tudologismo apoiados no trabalho dos outros. Mais jornalismo.










