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Em 18 de outubro de 2026, no debate da Band, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou Flávio Bolsonaro (PL) a abrir os sigilos bancário e telefônico das duas famílias. “Eu abro o da minha família inteira e você abre o da sua família”, disse. Na segunda-feira (19), repetiu o desafio em vídeo que foi compartilhado à exaustão por toda a militância. Em ato em Porto Alegre, anunciou que entregaria ao TSE, na terça-feira (20), uma autorização de acesso aos dados dele e de familiares.
A “proposta”, no entanto, esbarra em três problemas: Lula diz não ter celular; a divulgação voluntária dos dados dos cinco filhos adultos depende do consentimento deles; e ele foi condenado em 2017, justamente sob acusação de ocultar a propriedade do tríplex do Guarujá. O STF anulou a condenação em 2021.
Talvez Lula não saiba, mas mesmo sem a quebra de sigilo, parte das suas contas já está aberta por causa das eleições. A cada candidatura, declarações de bens são entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Investigação comparou item a item as listas de 2018, 2022 e 2026. As três declarações mostram um patrimônio que encolhe e bens cuja descrição muda de uma eleição para outra sem que o valor mude. As transferências do pai para o filho aparecem em outra documentação: os dados da quebra de sigilo de Lulinha.
O patrimônio declarado caiu de R$ 8 milhões para R$ 4,78 milhões em oito anos. Só entre 2022 e 2026, a redução nominal foi de R$ 2,65 milhões. Quase toda a queda está nos valores declarados em previdência privada. Documentos de 2017 mostram que Lula tinha um plano individual e outro empresarial ligado à L.I.L.S. Palestras, a empresa que recebeu de empreiteiras da Lava Jato.
Entre 2022 e 2023, Lula transferiu cerca de R$ 721 mil para a conta de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Um dos depósitos ocorreu no mesmo dia em que o filho recebeu dinheiro de Paulo Okamotto, aliado histórico do presidente. A família apresentou explicações gerais para os repasses, mas não discriminou a finalidade de cada operação.
A declaração traz ainda um crédito de R$ 179 mil pelo distrato da cota de um apartamento no mesmo edifício do tríplex do Guarujá. O valor se repete desde 2018, embora a descrição mude. Também há empréstimos que sumiram da lista e uma casa descrita como em construção, com o mesmo custo declarado há quatro anos.
Entre 2018 e 2022, diversos bens passaram a ser declarados pela metade. A mudança é compatível com a separação da meação de Marisa Letícia, que morreu em fevereiro de 2017. Em 2020, a Justiça reconheceu que metade dos valores bloqueados pertencia ao espólio. O formal de partilha é necessário para determinar como cada bem foi dividido.
A previdência que veio das palestras
A maior parcela do patrimônio de Lula está em VGBL, seguro de vida com cobertura por sobrevivência usado como previdência privada. Em 2018, ele declarou R$ 6,3 milhões em “prêmios acumulados” na Brasilprev. Em 2022, R$ 5,57 milhões. Em 2026, dois planos: R$ 1,92 milhão na Brasilprev e R$ 1,38 milhão no Bradesco. São R$ 2,27 milhões a menos em quatro anos, 86% de toda a queda do período.
A origem desse dinheiro está em documentos da Lava Jato. Em julho de 2017, ao cumprir ordem de bloqueio do então juiz Sergio Moro, a Brasilprev informou dois planos em nome de Lula. Um era individual, com R$ 1,85 milhão. O outro, com R$ 7,19 milhões, era um plano empresarial estipulado pela LILS, com aporte único em 6 de junho de 2014.
O bloqueio mobilizou apoiadores. Em 2017, a empresária Roberta Luchsinger, hoje investigada ao lado de Lulinha nas apurações sobre fraudes no INSS, anunciou que doaria R$ 500 mil a Lula, iniciativa que chamou de “Bolsa Lula”. A Justiça de São Paulo barrou a doação por causa de uma dívida dela com uma loja de móveis. Neste ano, Lula disse não conhecer a empresária e a chamou de “pilantra”.
A LILS foi aberta em março de 2011, logo depois do segundo mandato, para “vender palestras”. Lula declara 98% do capital. Segundo relatório do Coaf revelado em 2015, a empresa recebeu R$ 27 milhões em quatro anos, dos quais R$ 9,85 milhões de Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, UTC e Quip. O mesmo relatório registrou R$ 5 milhões aplicados em previdência e R$ 4,3 milhões transferidos a Lula, a Okamotto e aos filhos do ex-presidente.
O inquérito sobre as palestras foi arquivado em 2020. A Polícia Federal não encontrou indício de crime nas contratações, e o Ministério Público Federal concordou. Os registros documentam pagamentos das empresas à LILS e a existência do plano empresarial. A afirmação de que os repasses aos filhos saíram da previdência foi atribuída, em agosto, a aliados do presidente.
Uma hipótese a conferir é se o plano empresarial foi resgatado ou transferido. O VGBL da Brasilprev declarado em 2026 tem valor próximo ao do plano individual de 2017, enquanto o do Bradesco aparece por R$ 1,38 milhão. A lista eleitoral não identifica a correspondência entre os planos antigos e os atuais. Os extratos e os registros de portabilidade permitiriam reconstituir esse caminho.
Dois depósitos no mesmo dia
Em agosto, aliados de Lula disseram à colunista Malu Gaspar, do O Globo, que a queda se deve a uma antecipação de herança aos cinco filhos, em partes iguais, com recursos da previdência. A campanha encaminhou a pergunta à Secom, que respondeu que o assunto não diz respeito ao governo. A explicação atribuída aos aliados não informa quanto cada filho recebeu, quando, nem se houve recolhimento do imposto sobre doações, o ITCMD.
Os repasses a Lulinha aparecem nos dados da quebra de sigilo divulgados em março. Lula transferiu ao filho R$ 384 mil em 22 de julho de 2022, menos de um mês antes de registrar a candidatura daquele ano, e outros cerca de R$ 337 mil em 27 de dezembro de 2023. No mesmo 22 de julho de 2022, Paulo Okamotto, então diretor do Instituto Lula, depositou R$ 152.488,39 na conta de Lulinha. Ele só assumiu a presidência da Fundação Perseu Abramo em fevereiro de 2023.
O depósito de Okamotto é uma operação distinta das transferências de Lula. A reportagem que revelou o pagamento não informa sua finalidade. Okamotto também aparece no relatório do Coaf de 2015 entre os destinatários dos R$ 4,3 milhões repassados pela LILS.
O nome de Okamotto voltou ao noticiário neste mês. Em áudio revelado pela Veja, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, diz que o então presidente do banco, Augusto Lima, adiantou dinheiro “para o Okamotto do Instituto Lula” para o documentário de Oliver Stone sobre o presidente. “Só que o do Lula foi por fora, foi errado”, afirma. Segundo a revista, seriam cerca de R$ 30 milhões em espécie. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitaram a delação de Vorcaro por falta de elementos mínimos de prova. Lula afirmou que jamais pediu ou recebeu vantagem de Vorcaro.
Mensagens de Luchsinger obtidas na investigação também tratam do filme. Nelas, Lulinha diz que fazia a ponte com Fernando Morais, consultor do documentário, e Luchsinger relata que captadores percorriam estados governados pelo PT em busca de patrocínio, “usando o nome do presidente”.
A conta de Lulinha no Banco do Brasil movimentou R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025, segundo reportagem do Metrópoles sobre a quebra de sigilo. O valor se refere à movimentação da conta, e não ao patrimônio de Lulinha. Aliados dele dizem que parte do dinheiro vem da herança da mãe. Com autorização do ministro André Mendonça, do STF, a Polícia Federal apura nas investigações sobre fraudes no INSS se ele recebeu pagamentos de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A defesa nega irregularidades.
Foi Luchsinger quem apresentou Lulinha ao Careca do INSS, segundo depoimento que ela deu à PF em maio. Ela diz que o encontro foi social e nega ter repassado dinheiro ao filho do presidente. Em entrevista à CNN no dia 17, anunciou a intenção de fazer delação premiada.
Em uma entrevista exclusiva concedida à CNN Brasil em 17 de outubro de 2026, Roberta afirmou que o presidente Lula “é um grande mentiroso” ao dizer que o filho Lulinha nunca se reuniu com ministros, e que ele “tem que conversar melhor com o filho” e perguntar “com o que ele trabalha”.
Ela disse que Lulinha esteve “inúmeras vezes” e “semanalmente” com ministros do governo e que teria visitado a casa do então ministro Camilo Santana, no Ceará. Segundo Roberta, ministros a procuravam junto com Lulinha para conseguir agendas ou prioridade em projetos com o presidente. Afirmou ainda que, se ela for “pilantra”, “eles são tão pilantras como eu”. Luchsinger também mencionou Amauri Pinha e a amizade dele com Lulinha. Amauri Rodrigues Pinha preside o conselho da ECB, ligada ao grupo português Mota-Engil. A Investigação apurou, com base em agendas oficiais, que ele foi recebido no DNIT representando empreiteiras, inclusive em discussões sobre a BR-381. Os contratos estavam ligados a multas de cerca de R$ 5 milhões, cujos efeitos foram suspensos durante a conciliação. A reportagem identificou ainda visitas de Amauri à Casa Civil e ao Planalto.
Em resposta à CNN, a defesa de Lulinha negou irregularidades e afirmou que a relação dele com ministros era pessoal. A equipe de Lula disse que ele desconhece os fatos relatados por Luchsinger. Os ministérios da Educação e das Comunicações negaram as tratativas descritas pela empresária. A assessoria de Camilo Santana afirmou à CNN que ele nunca esteve com Lulinha para tratar de governo ou negócios e que não tem relação com Roberta.
Três justificativas e a participação na LILS
Para explicar as transferências, a defesa de Lulinha apresentou três justificativas: adiantamento de herança, ressarcimento de despesas que o filho pagou enquanto o pai esteve preso, entre 2018 e 2019, ou empréstimo à LILS, “da qual Lulinha tem cotas recebidas por herança”.
Adiantamento de herança é doação; ressarcimento é devolução de uma despesa. São operações distintas, mas podem coexistir em repasses diferentes. A nota da defesa não relaciona cada depósito à justificativa correspondente. A referência a cotas herdadas também pede esclarecimento: em 2026, Lula informou ao TSE ter “98% do capital social da L.I.L.S.”, sem indicar nessa descrição a participação atribuída ao filho.
O valor declarado aponta para outra pergunta. Em 2018, os 98% apareciam por R$ 98 mil. Desde 2022, a participação é registrada por R$ 49 mil, a metade, como ocorreu com diversos bens após a morte de Marisa. A descrição de 2026 continua com os 98%. O que explica a mudança no valor e como as cotas herdadas por Lulinha se encaixam na participação declarada pelo pai? O contrato social e a partilha permitiriam conferir.
A justificativa do empréstimo exige identificar quem emprestou, quem recebeu e quem restituiu. Se o dinheiro partiu de Lulinha para a LILS, o crédito seria do filho contra a empresa. Sua ausência na lista de bens de Lula não demonstra contradição. Para conferir essa versão, são necessários o contrato do empréstimo, os comprovantes de pagamento e as alterações societárias arquivadas na Junta Comercial de São Paulo.
O crédito do prédio do tríplex
Uma linha da declaração não se mexe desde 2018: R$ 179.298,96 referentes à cota da Bancoop no edifício Solaris, no Guarujá, o prédio do tríplex. A restituição discutida na ação cível se refere à cota de um apartamento padrão, o 141. O valor é o mesmo nas três declarações, sem correção. A descrição muda a cada eleição. Em 2018, “crédito decorrente de alienação”, com distrato de novembro de 2015. Em 2022, “crédito decorrente de procedência de demanda judicial”. Em 2026, volta a citar o distrato e a “solicitação de resgate”.
O tríplex está no centro da condenação de Lula na Lava Jato. Em depoimento a Moro, em maio de 2017, ele negou interesse no imóvel. “Nunca houve a intenção de adquirir o tríplex”, disse. Dois meses depois, Moro o condenou a 9 anos e 6 meses de prisão. Para o juiz, o tríplex era propina da OAS mantida em nome da empreiteira. Lula ficou 580 dias preso. Em março de 2021, o ministro Edson Fachin, do STF, anulou a condenação ao reconhecer que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar o caso.
A cota estava em nome de Marisa Letícia. Em abril de 2019, o juiz Adilson Aparecido Rodrigues Cruz, da 34ª Vara Cível de São Paulo, mandou a OAS Empreendimentos, em recuperação judicial, e a Bancoop devolverem 66,67% do valor reconhecido, com atualização e juros. A autora da ação era o espólio de Marisa, representado por Lula como inventariante.
A cifra declarada permaneceu em R$ 179.298,96 nas três declarações, enquanto diversos outros bens tiveram o valor reduzido pela metade. A lista eleitoral não discrimina quanto desse direito cabe a Lula após a partilha nem esclarece se houve recebimento parcial. O formal de partilha e os registros de pagamento da ação permitiriam conferir por que o valor declarado permaneceu igual.
Empréstimos, apartamentos e uma obra eterna
Outro item que manteve o valor é um empréstimo de R$ 50 mil a Sandro Luís Lula da Silva, filho do presidente, feito em maio de 2013 e registrado na declaração de 2018. Em 2022, há um crédito pelo mesmo valor e outro de R$ 200 mil por “empréstimo pessoal”, sem identificação do devedor. Em 2026, os dois desapareceram. A lista não esclarece se foram quitados, perdoados ou baixados por outro motivo. Contas e aplicações cresceram cerca de R$ 241 mil, mas a variação dos saldos não permite identificar o destino de eventuais pagamentos.
Dois apartamentos de 131,5 m² no edifício Kentucky, na avenida Getúlio Vargas, em São Bernardo do Campo, comprados em 2001, saíram da lista entre 2022 e 2026. A declaração não informa se foram vendidos ou passados aos filhos. Lula manteve metade da cobertura de 332 m² no edifício Green Hill, na mesma cidade.
Em 2022, surgiu uma “casa em construção” em São Bernardo, com valor declarado de R$ 246.918,82. Quatro anos depois, a descrição e o valor são os mesmos, até os centavos. A declaração não esclarece se a obra foi concluída, interrompida ou teve novos gastos. A lista também não diz em qual terreno fica a casa. Lula tem partes de dois terrenos no Sítio Engenho da Serra, no Riacho Grande, adquiridos em agosto de 2016 e declarados em 2018 por R$ 790 mil. A fatia de um deles aparece como 26,88% em 2018 e como 26,68% em 2026.
O Chevrolet Omega Fittipaldi 2010/2011, comprado em 2011, constava por R$ 170 mil na declaração de 2018. Em 2022, o valor caiu à metade, R$ 85 mil. Em 2026, a lista informa apenas um Chevrolet 2010/2011 por R$ 50 mil, sem indicar o modelo nem a fração de propriedade. A Ford Ranger 2013 saiu da lista. Em 2020, a juíza Gabriela Hardt havia autorizado a venda dos dois veículos, com depósito em juízo de metade do valor.
O fim do sigilo e a hipocrisia
Na terça-feira (20), Lula protocolou no TSE um pedido que abrange oito anos de dados bancários, fiscais e telefônicos dele, de Janja, dos cinco filhos e da LILS, sua empresa de palestras. Condicionou a divulgação à abertura equivalente por Flávio e seus familiares. Por enquanto, o protocolo registra a oferta: os dados não foram publicados.
A abrangência da oferta exige autorizações que Lula não pode dar pelos outros. A Lei Complementar 105/2001, permite a revelação de informações bancárias com o consentimento expresso dos interessados. Ele pode autorizar a divulgação dos próprios dados, mas a menção aos cinco filhos adultos no requerimento não substitui a autorização individual de cada um, dada diretamente ou por procurador.
A parte telefônica também precisa ser delimitada. Lula costuma dizer que não tem celular. Em vídeo publicado no dia 15, brincou que não tinha dinheiro para comprar um aparelho e usaria o de Janja. O jornalista Claudio Dantas ironizou: “Lula nunca teve celular. Sempre usou os dos seguranças”. Se ele usa telefones de terceiros, quais linhas entrariam na proposta de divulgação?
Mesmo que os sigilos sejam abertos, a declaração ao TSE lista bens sem reconstituir todas as entradas e saídas de dinheiro entre eleições. Para explicar a queda de R$ 2,65 milhões, seriam necessários os extratos da Brasilprev e do Bradesco, os comprovantes dos repasses aos filhos, as guias de ITCMD que eventualmente incidam sobre doações, o contrato social da LILS e o formal de partilha de Marisa Letícia. O depósito de Okamotto e os empréstimos exigem, ainda, contratos ou comprovantes que identifiquem a finalidade dos pagamentos e seus beneficiários.
Também é preciso distinguir o crédito de R$ 179 mil do caso do tríplex. O valor declarado se refere à cota do apartamento 141, no mesmo edifício, e não ao tríplex. Lula foi condenado em 2017 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro sob acusação de ocultar a propriedade do tríplex, registrado em nome da OAS. O STF anulou a condenação em 2021 porque a vara de Curitiba não teria competência para julgar o caso.
Fora da disputa eleitoral, o governo também acumula negativas de acesso à informação. Lula assumiu dizendo que não seguiria a prática do antecessor de impor sigilo de cem anos. Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, porém, o governo negou 3.210 pedidos feitos pela Lei de Acesso à Informação sob o argumento de proteger dados pessoais, 8,4% a mais que nos dois primeiros anos de Jair Bolsonaro, segundo levantamento do Globo.
O levantamento incluiu negativas de acesso à lista de visitantes de Janja. Os gastos sigilosos com o cartão corporativo chegaram a R$ 38,3 milhões até outubro de 2024, 9% acima dos dois primeiros anos do antecessor, em valores corrigidos. Neste mês, a FAB negou acesso a planos de voo de um jato ligado a Vorcaro com base na proteção de dados pessoais prevista no artigo 31 da LAI, por até cem anos. Em 16 de outubro, porém, a FAB liberou ao UOL registros do voo após recurso, com o nome do piloto ocultado. Em nota ao Metrópoles, a Força disse que não impõe sigilo a listas de passageiros, cujo controle cabe aos operadores das aeronaves.
Para divulgar os próprios extratos, Lula não precisa esperar Flávio. A condição imposta à abertura dos sigilos deixa sem resposta, por enquanto, a redução dos VGBLs, a baixa dos empréstimos e a finalidade de cada repasse aos filhos.
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Observação: Relatório detalhado. Tempo de leitura estimado: 25 minutos.








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