Nesta quarta-feira (14), o youtuber Felipe Neto divulgou um vídeo em que o humorista Gregório Duvivier acusa Jair Bolsonaro de ter matado 400 mil brasileiros na pandemia e usa a cifra para atacar a candidatura de seu filho, Flávio, adversário de Lula no segundo turno. A acusação não se sustenta.
O número vem de uma declaração do epidemiologista Pedro Hallal à CPI da Pandemia. Hallal calculou quantas mortes o Brasil teria a menos se estivesse na média mundial. Mas essa média mistura populações com idades, condições de saúde e registros de óbitos diferentes. A conta não separa os efeitos dessas diferenças dos efeitos das decisões de Bolsonaro.
Até críticos da gestão Bolsonaro e do chamado tratamento precoce contestaram a acusação: Franklin Weise, o Frankito, colunista do Estadão, e o médico e tuiteiro Glauber. Frankito chamou o cálculo de “regra de três incorreta”. Glauber apontou que uma diferença entre estatísticas não comprova o que outro governo teria conseguido evitar. A psiquiatra Elisa Brietzke, que exibe títulos acadêmicos no perfil para sustentar a sua autoridade, defendeu a acusação.
A Investigação já havia questionado a comparação de Hallal em 2023. Outros estudos citados em defesa do vídeo simulam benefícios de uma vacinação mais rápida, mas dependem de hipóteses sobre doses e medidas de prevenção que precisam ser demonstradas. Duvivier ainda atribui à falta de resposta aos e-mails da Pfizer estimativas que envolviam mais de uma vacina. Nenhum desses cálculos autoriza apresentar a cifra como uma contagem de pessoas que Bolsonaro matou.
Nas capturas examinadas pela reportagem, a publicação de Felipe Neto exibia quase 600 mil visualizações, cerca de 30 mil republicações e 67 mil curtidas. O vídeo original, publicado por Duvivier no Instagram, já ultrapassava 900 mil curtidas. Duvivier é cofundador do Porta dos Fundos, canal de humor conhecido pelas polêmicas, e apresenta o podcast Calma Urgente com Bruno Torturra e Alessandra Orofino. Ela é cofundadora da NOSSAS, organização que recebeu recursos da Open Society Foundations, de George Soros, como A Investigação mostrou em reportagem anterior. Orofino dirige hoje a Peri Produções, responsável pelo podcast.
A refutação da cifra de 400 mil mortes atribuídas a Bolsonaro importa também porque ela se tornou o principal argumento para chamá-lo de “genocida” no debate sobre a pandemia. Nas eleições de 2022, o TSE manteve vídeos em que Lula empregava o termo contra o então presidente. A relatora, Cármen Lúcia, citou um precedente do STF segundo o qual a liberdade de expressão protege inclusive opiniões “duvidosas, exageradas, condenáveis, satíricas, humorísticas”. O tribunal decidiu se os vídeos deveriam ser retirados naquele momento, não se Bolsonaro havia cometido genocídio.
Há outra diferença que a retórica apaga. Pela lei, genocídio exige a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. A conta da CPI não demonstra essa intenção; tampouco estabelece quantas mortes poderiam ser atribuídas às decisões de Bolsonaro. Mesmo que se provasse responsabilidade por todas as mortes da pandemia, isso, por si só, não provaria genocídio.
O massacre de Haximu, em 1993, segue como o único caso julgado no Brasil como genocídio, com condenação mantida pelo STF. Em reportagem na Gazeta do Povo, este repórter relembrou que o jornalista Janer Cristaldo contestou a narrativa do massacre em Ianoblefe.
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A defesa da “MD, MsC, PhD”.
A médica psiquiatra Elisa Brietzke compartilhou o vídeo nestes termos: “Felipe Neto sendo didático para os incautos que se recusam a entender: Bolsonaro MATOU 400 mil pessoas ao fazer a pior gestão da pandemia do mundo.” No perfil, apresenta-se como “MD, MsC, PhD” e usa a hashtag #medicinasempicaretagem. Os títulos não respondem à pergunta central: como a diferença entre o Brasil e a média mundial demonstraria que Bolsonaro causou aquelas mortes?
Frankito respondeu que Duvivier repetia a “regra de 3 incorreta” de Hallal. Brietzke chamou o vídeo de “reportagem” baseada nos dados da CPI da Pandemia e ironizou a crítica: “Se o Frankito fez algum estudo epidemiológico melhor ele precisa mostrar. Sigo no aguardo.” Uma internauta observou que ela preferia endossar Felipe Neto a examinar a lógica dos números. Para contestar a atribuição de mortes a Bolsonaro, Frankito não precisava apresentar uma contagem alternativa: era preciso mostrar como aquela comparação provaria uma relação de causa e efeito.
Outra internauta apontou a diferença entre dizer que Bolsonaro “matou” 400 mil pessoas e apresentar uma estimativa de mortes que poderiam ter sido evitadas. Brietzke agradeceu e reformulou a frase: “Estima-se que a má gestão do Bolsonaro na pandemia MATOU 400 mil pessoas.” Acrescentou “estima-se”, mas manteve a atribuição das mortes sem demonstrar como isolou o efeito das decisões do governo.
“Você pode não gostar desse ou daquele político, pode odiá-lo até. Mas alguém com doutorado não deveria perder a sobriedade do método científico”, escreveu o médico Glauber a Brietzke. Ele considera que Bolsonaro estimulou a hesitação vacinal e o tratamento precoce, mas rejeita cravar um número de vítimas sem demonstrar a relação causal. Citou diferenças de testagem, registro de óbitos, idade, capacidade hospitalar e variantes. O Brasil ficou próximo do Chile e abaixo do Peru em mortes notificadas por habitante; nem essa comparação isolada bastaria para julgar os governos, pois populações e registros também diferem.
Em outra resposta, Brietzke disse a uma usuária que a incompetência de Bolsonaro “MATOU 300–400 mil pessoas”. Glauber criticou o uso de “números aleatórios” para sustentar a acusação. Depois da discussão, relatou que Brietzke o xingou e o acusou de radical.
Após a discussão, Brietzke tornou privada sua conta no X e alegou ter sofrido ataques pessoais. Na justificativa, não apresentou mensagens específicas que permitissem verificar a acusação.
A regra de três da CPI
Em 24 de junho de 2021, Hallal, ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas, afirmou à CPI da Pandemia que o Brasil reunia 2,7% da população mundial, mas concentrava aproximadamente 13% das mortes notificadas por Covid.
Naquele momento, o país havia ultrapassado 500 mil mortes. Se sua participação nos óbitos mundiais fosse igual à sua participação na população, o total cairia para perto de 100 mil. A diferença entre esses dois números, arredondada para 400 mil, foi apresentada como vidas que poderiam ter sido poupadas.
A conta toma a média mundial como o resultado que o Brasil deveria ter alcançado. Essa média, porém, reúne países com populações de idades diferentes, condições de vida distintas e capacidades desiguais de atendimento hospitalar e registro dos óbitos. Quando uma morte não entra nas estatísticas de um país, sua taxa diminui sem que uma vida tenha sido salva. É por isso que comparar os totais registrados não basta para medir a qualidade da resposta à pandemia.
Segundo Frankito, uma forma de avaliar o tamanho da tragédia é verificar quantas pessoas morreram além do esperado pelo histórico de cada população. É o chamado excesso de mortalidade. Por esse critério, a Organização Mundial da Saúde estimou quase 15 milhões de mortes associadas direta ou indiretamente à pandemia em 2020 e 2021. No mesmo período, os registros oficiais apontavam cerca de 5,4 milhões de mortes por Covid. O primeiro número inclui também efeitos indiretos da crise, mas a distância entre os dois ajuda a dimensionar o que ficou fora dos boletins.
Em março de 2021, Adrian Mundt, pesquisador da Universidade Diego Portales, no Chile, já havia contestado na revista The Lancet uma estimativa anterior de Hallal baseada na mesma comparação mundial. Mundt apontou diferenças na composição das populações, mortes que não foram registradas e censura de informações. Para avaliar a responsabilidade de um governo, defendeu examinar os efeitos de omissões e atrasos específicos.
A Investigação também questionou essa conta em 2023. A CPI deu projeção política aos 400 mil, mas não transformou a comparação em uma medida da responsabilidade de Bolsonaro. O cálculo mostra a distância entre o Brasil e a referência escolhida por Hallal; não demonstra que toda essa diferença foi causada pelo presidente. É essa atribuição que Duvivier apresenta como um fato estabelecido pela ciência.
O fantástico Brasil imaginário dos estudos
Os estudos de mortes evitáveis não comprovam que Bolsonaro matou 400 mil pessoas: estimam resultados que dependem das condições escolhidas para um Brasil hipotético. Transformar uma projeção em responsabilidade pessoal exigiria demonstrar quais decisões causaram quantas mortes, com que margem de incerteza e quais alternativas eram viáveis naquele momento. Os trabalhos examinados não fazem essa atribuição individual.
Anos depois, é possível montar um Brasil imaginário com um calendário de vacinação mais favorável e medidas de prevenção mais eficazes. A dificuldade é demonstrar que esse país poderia ter existido com as informações, os recursos e as opções de compra da época. Conhecer o desfecho ajuda a avaliar decisões passadas, mas não transforma em certeza o que aconteceria se elas fossem diferentes. A credibilidade de um simulação depende de testar as hipóteses e explicitar as incertezas.
Um estudo de 2023, na Revista Brasileira de Epidemiologia, combinou vacinação desde 8 de dezembro de 2020, esquema completo para 80% da população até maio de 2021 e prevenção 34% mais eficaz. Os cenários produziram estimativas sucessivas de 87 mil, 267 mil e 392 mil mortes evitáveis. O maior número depende das três condições, não apenas de antecipar a vacinação. A data de dezembro veio do relatório da CPI: adotá-la como premissa não comprova sua viabilidade.
Os autores não consideraram diretamente a disponibilidade de cada vacina ao longo do tempo. A melhora de 34% veio da mortalidade menor de Belo Horizonte; tratá-la como efeito nacional das restrições exige separar outras diferenças entre cidades. O modelo também simplifica idade, saúde e localização e equipara casos registrados a infecções, apesar da subnotificação. Os autores consideram o resultado conservador e recomendam testar outras suposições. Isso reconhece incertezas; não demonstra que elas só poderiam aumentar a estimativa.
Os dados de 31 de maio de 2021 ajudam a dimensionar a meta: pouco mais da metade da população de Israel havia completado o esquema vacinal; no Chile e nos Estados Unidos, a proporção passava de 40%. A capacidade brasileira de aplicar vacinas não bastaria para superar esses patamares sem doses, entregas e autorização para as faixas etárias previstas. Que fornecedores garantiriam o volume necessário, em quais datas e para quem? Projetar os benefícios de uma cobertura de 80% não resolve essas perguntas.
Existe ainda o problema da coleta dos dados. Um estudo sobre o primeiro ano da campanha brasileira estimou cerca de 303 mil mortes de adultos evitadas pela vacinação. Comparou taxas de vacinados e não vacinados, com ajustes por idade e data, mas reconheceu que não controlou renda, doenças anteriores, testagem, procura de atendimento e medidas preventivas. Se os grupos diferem nesses fatores, parte da diferença nos óbitos pode ter outras explicações. O trabalho também não mediu efeitos indiretos da vacinação sobre os não vacinados, que poderiam elevar seu benefício estimado.
Os autores apresentaram os 303 mil como um mínimo. Uma análise metodológica publicada em 2025 na Epidemiology mostrou, porém, que o efeito direto não constitui necessariamente um piso para o efeito total de uma campanha. A ressalva não recalcula o resultado brasileiro, mas impede tratar a expressão “no mínimo” como garantia independente das hipóteses.
A proteção das vacinas também varia conforme o produto, a idade, o tempo desde a aplicação e a variante. Um estudo brasileiro sobre a CoronaVac, por exemplo, identificou queda da proteção nos meses seguintes à segunda dose e aumento após um reforço da Pfizer. Por isso, um percentual de eficácia não descreve toda a campanha nem permanece constante. Contar mortes entre vacinados sem considerar esses fatores tampouco mede a proteção oferecida pela vacina.
A mudança das variantes também altera o risco de adoecer gravemente. Com a Ômicron, uma menor gravidade observada na população esteve ligada tanto a características próprias do vírus quanto à imunidade adquirida por infecções anteriores e à vacinação. Pessoas expostas em fases diferentes da pandemia, portanto, não enfrentaram as mesmas condições. Comparar esses períodos exige considerar qual variante circulava e o grau de proteção da população.
Há ainda conduta pessoal da população que também interfere nos resultados: aceitar ou recusar uma vacina, procurar atendimento cedo ou tarde e aderir às medidas de prevenção são decisões que não dependem apenas do governo. A comunicação presidencial pode influenciá-las, mas medir esse efeito exige investigação própria. Um cálculo que reúna todos esses fatores sem distinguir a contribuição de cada um não produz uma contagem de mortes causadas pelo presidente.
O exemplo de Biden usado por Hallal
Na audiência de junho de 2021, Hallal também pediu aos senadores que observassem a queda das mortes nos Estados Unidos depois da troca de Donald Trump por Joe Biden, em janeiro daquele ano. Apresentou aquele trecho da curva como exemplo do efeito da liderança de um presidente sobre a condução da pandemia.
Os dados finais de 2021, porém, mostraram que o ano terminou com mais mortes por Covid do que 2020. Os Estados Unidos registraram cerca de 417 mil óbitos em que a doença foi apontada como causa principal nos atestados, contra 351 mil no ano anterior. O aumento foi de aproximadamente 19%, no ano em que Biden assumiu e a vacinação se expandiu.
A comparação entre Brasil e Japão mostra outra limitação de relacionar diretamente cobertura vacinal e total de mortes. Até 31 de maio de 2021, cerca de 3% dos japoneses haviam completado o esquema vacinal, ante 10% dos brasileiros. Mesmo com vacinação mais lenta naquele momento, o Japão registrava cerca de 13 mil mortes acumuladas, contra 463 mil no Brasil. A mortalidade japonesa também era menor quando se considerava o tamanho das populações.
A diferença entre os resultados dos países depende de vários fatores. O aumento de mortes nos Estados Unidos não demonstra, sozinho, que Biden causou os óbitos adicionais. Da mesma forma, os números japoneses não medem isoladamente o efeito das vacinas. Para atribuir mortes a uma decisão de governo, é preciso demonstrar a ligação entre aquela decisão e o resultado. A comparação de Hallal com a média mundial não faz essa demonstração.
A conta trocada da Pfizer
Duvivier afirma que mais de 100 mil pessoas morreram apenas porque Bolsonaro não respondeu aos e-mails em que a Pfizer oferecia vacinas ao Brasil. Ele menciona um intervalo de aproximadamente 95 mil a 140 mil mortes e o chama de “número exato”. A imagem usada no próprio vídeo, porém, se refere ao atraso na compra de imunizantes em geral e mostra estimativas de cerca de 95,5 mil a 145 mil mortes.
Na audiência da CPI, Hallal apresentou o cálculo de 95,5 mil para uma hipótese que envolvia a compra antecipada da vacina da Pfizer e da CoronaVac. A estimativa de 145 mil correspondia a outro cenário, mais amplo, de vacinação. Duvivier junta resultados de hipóteses diferentes e atribui todos os óbitos à negociação com uma única fabricante. Com isso, altera o que os cálculos pretendiam medir.
Também é necessário considerar quando as doses poderiam chegar ao país. O representante da Pfizer informou à CPI que as propostas de agosto de 2020 ficaram sem aceitação dentro do prazo. Na oferta de 26 de agosto, a opção de 70 milhões de doses previa a entrega de 1,5 milhão naquele ano e de mais 3 milhões no primeiro trimestre de 2021. As demais seriam entregues ao longo de 2021. Aceitar a proposta não significava receber os 70 milhões de uma vez.
Enquanto negociava com fabricantes, o governo também contratou, em 2020, a produção da vacina da AstraZeneca pela Fiocruz. O acordo incluía insumos para cerca de 100 milhões de doses e transferência de tecnologia, antes da autorização sanitária para aplicação. Em dezembro de 2021, o Ministério da Saúde registrava mais de 381 milhões de doses distribuídas aos estados e ao Distrito Federal. Houve, portanto, compras e vacinação durante a gestão Bolsonaro. O avanço alcançado no fim do ano não revela a proteção que a população tinha durante a crise do primeiro semestre. A avaliação dos atrasos exige examinar as condições e os prazos de cada negociação.
Hallal e os projetos da pandemia
Hallal é graduado em Educação Física, posteriormente obteve mestrado e doutorado em Epidemiologia. Sua atuação na pandemia também apareceu em uma reportagem deste jornalista na Gazeta do Povo, em janeiro de 2022. O Ministério Público Federal investigava denúncias de irregularidades no uso de recursos destinados a pesquisas da Universidade Federal de Sergipe, a UFS. A apuração identificou relações entre esses projetos, pesquisas coordenadas por Hallal e o financiamento da JBS.
Um dos projetos era o EPI-Sergipe, criado para acompanhar a circulação do coronavírus no estado. A professora Denise Leal, autora da denúncia, apontou trechos idênticos e semelhanças com uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas que tinha Hallal entre os coordenadores. Em outro projeto da UFS, houve financiamento de R$ 720 mil da JBS. Hallal integrava o comitê científico da empresa, responsável por selecionar iniciativas que receberiam doações. O EPI-Sergipe, apesar das semelhanças apontadas, não fazia parte do estudo nacional coordenado por ele.
Procuradas na ocasião, a UFS e a Fapese, fundação que administrava recursos dos projetos, disseram prestar informações ao MPF. A JBS negou ter solicitado sigilo e afirmou que suas doações passavam por avaliação e auditoria.
Em março de 2023, Hallal apagou seu perfil no X (antigo Twitter), o @PedroHallal, no mesmo período em que outras figuras ligadas ao debate da pandemia também removeram suas contas da plataforma.
Episódios fora de contexto
No vídeo, Duvivier também acusa Bolsonaro de rir das pessoas que morriam sufocadas. Nos episódios de março e maio de 2021 em que imitou alguém com falta de ar, porém, o então presidente criticava uma orientação atribuída ao ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta: procurar o hospital quando surgisse dificuldade para respirar. Os vídeos, reunidos pelo Poder360, mostram que Bolsonaro defendia atendimento antes do agravamento. Esse era o alvo declarado da encenação.
Sobre a falta de oxigênio em Manaus, também houve decisões favoráveis aos alvos das apurações. Em setembro de 2023, o Ministério Público do Amazonas confirmou o arquivamento de um inquérito civil que examinava a responsabilidade de agentes estaduais e da fornecedora de oxigênio White Martins. O arquivamento registrou que a responsabilidade da empresa não foi comprovada e citou apurações em outros processos. Em outra ação, por irregularidades na gestão pública, a Justiça Federal rejeitou em 2022 a acusação contra o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello e demais gestores, com base em mudanças na Lei de Improbidade.
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