Extremista que planejou matar filha de Trump é ligado à rede denunciada por A Investigação
Terrorista ligado ao IRGC planejava assassinar Ivanka Trump como vingança por Soleimani e Khamenei. O mesmo homem era financiado pela rede de petróleo iraniano que A Investigação denunciou.
Nesta sexta-feira, 22 de maio, o jornal americano New York Post revelou, com base em fontes de inteligência, que Ivanka Trump, filha do presidente americano Donald Trump, foi alvo de um plano de assassinato elaborado por um terrorista treinado pelo Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, o IRGC. Mohammad Baqer Saad Dawood Al-Saadi, iraquiano de 32 anos e comandante sênior da milícia xiita Kata’ib Hezbollah (KH), fez um juramento explícito de matá-la e possuía um blueprint detalhado da residência dela em Indian Creek Island, na Flórida.
Segundo fontes citadas pelo jornal, após a morte de Qasem Soleimani, Al-Saadi dizia a pessoas próximas: “Depois que Qasem foi morto, precisamos matar Ivanka para queimar a casa de Trump do jeito que ele queimou a nossa casa.” A motivação original era vingança direta pela eliminação de Soleimani — seu mentor pessoal — em janeiro de 2020, por ordem de Donald Trump. O ódio se aprofundou em fevereiro de 2026, quando os EUA e Israel lançaram a Operação Epic Fury — chamada pelos israelenses de Roaring Lion —, uma ofensiva aérea e de mísseis que destruiu quase 900 alvos iranianos em poucas horas: residências do líder supremo Ali Khamenei, bases de mísseis, defesas antiaéreas e postos de comando do IRGC. Khamenei foi morto nos primeiros ataques, junto com dezenas de generais de alto escalão. O Irã retaliou com mísseis balísticos e drones contra bases americanas e contra Israel. O conflito durou cerca de cinco semanas e encerrou com um cessar-fogo em abril.
A guerra reativou imediatamente a máquina de proxies do IRGC. Segundo o Departamento de Justiça (DOJ), Al-Saadi coordenou ou incentivou pelo menos 18 ataques na Europa e América do Norte como retaliação direta à Operação Epic Fury — ataques a faca contra judeus em Londres, incêndio criminoso em banco em Amsterdã, planos de bomba em sinagogas na Bélgica, Nova York, Los Angeles e Arizona —, todos reivindicados por um braço do Kata’ib Hezbollah chamado Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya. O plano contra Ivanka Trump era parte dessa mesma onda de vingança.
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A revelação veio uma semana após a prisão do terrorista: em 15 de maio de 2026, autoridades turcas prenderam Al-Saadi em trânsito para a Rússia, enquanto era monitorado há meses pelos serviços de inteligência americanos. No mesmo dia, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou seis acusações formais de terrorismo — incluindo conspiração para dar apoio material ao Kata’ib Hezbollah e ao IRGC — e o extraditou para o Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, onde permanece em isolamento total. O mesmo local abriga outros presos de alto perfil, como o acusado de atirar em um CEO, Luigi Mangione, e o ditador venezuelano capturado, Nicolás Maduro.
Al-Saadi é descrito pelo DOJ como comandante sênior do Kata’ib Hezbollah — milícia xiita iraquiana fundada, financiada e operada pela Força Quds do IRGC. É o mesmo grupo que A Investigação revelou, três dias antes da prisão, estar por trás de uma sofisticada operação de evasão de sanções que usou o histórico do navio-tanque Oceanic Fortune — com passagens documentadas pelo Porto de Santos — para tentar despistar terminais petroquímicos chineses e movimentar petróleo proibido para a China. O elo entre os dois casos não é circunstancial: a estrutura financeira do IRGC que sustenta o contrabando de petróleo é a mesma que financia operacionalmente milícias como o Kata’ib Hezbollah.
O Comando que Vende Petróleo
O Quartel-General Shahid Pour Jafari é a estrutura do IRGC responsável por converter petróleo em receita operacional para o aparato de segurança do regime. Funciona com dois braços: a Nosazan Kaveh Co., sediada no Irã, que cuida da camada financeira, e a Golden Globe Demir Çelik Petrol Sanayi ve Ticaret Anonim Şirketi (GDCP), sediada na Turquia, que cuida da camada comercial.
A GDCP foi designada pelo Departamento do Tesouro americano em julho de 2025 como frente do IRGC que movimenta dezenas de milhões de dólares por operação em vendas de petróleo. Nos documentos internos do WikiIran, a GDCP opera sob o nome comercial Golden Business, identificada pelo endereço info@goldenbusiness.info — presente em 1.137 dos 1.661 e-mails do vazamento e não designada pelo OFAC até o momento.
Os três dirigentes do comando — Ahmad Mohammadi Zadeh, Samad Fathi Salami e Mohammad Reza Ashrafi Ghehi — foram designados pelo OFAC em 11 de maio de 2026, na operação chamada Economic Fury.
O WikiIran identificou os três líderes do comando com nomes, funções e contas bancárias:
Ahmad Mohammadi Zadeh, chefe do quartel-general de óleo;
Samad Fathi Salami, diretor financeiro, também registrado sob o nome Hooman Faraji;
e Mohammad Reza Ashrafi Ghehi, ex-diretor comercial, morto durante os conflitos recentes no Irã por seu papel no financiamento do IRGC e de seus proxies.
Os três foram designados pelo OFAC em 11 de maio de 2026. Suas contas estão no Bank Sepah, o banco das Forças Armadas iranianas, também sancionado pelos EUA.
Estes indivíduos supervisionavam uma rede de empresas de fachada que se estende por jurisdições permissivas, utilizando a complexidade do direito marítimo internacional para ocultar o beneficiário final das transações. O comando opera ainda um esquema de troca de petróleo por materiais militares com a Haokun Energy, empresa chinesa de energia: o IRGC entrega petróleo e recebe, em troca, equipamentos militares e projetos de infraestrutu ra executados pela construtora Khatam al-Anbiya — o braço de construção civil do próprio IRGC. É um circuito fechado: o petróleo financia o aparato, o aparato constrói, a construção financia mais petróleo.
O que os documentos da última leva de vazamentos do WikiIran tornam visível, pela primeira vez, é como esse circuito opera na prática. O representante da Golden Globe identificado nos arquivos como M. Sadr emite ordens diretas de silêncio eletrônico — desligar AIS, LRIT e Inmarsat-C — a comandantes de navios da NITC, a armadora estatal iraniana. Isso tem uma implicação estrutural: o Comando Pour Jafari, que é uma unidade militar do IRGC, exerce autoridade operacional sobre embarcações da empresa estatal civil. Os dois sistemas — o militar e o comercial — não são paralelos. São integrados.
O destino final do petróleo dessa rede também ganhou um rosto em 2026. Em 23 de abril, o OFAC designou a Hengli Petrochemical, de Dalian, descrita como “um dos maiores clientes do petróleo iraniano sancionado” — uma refinaria capaz de processar 400 mil barris por dia. A mesma cidade que, em junho de 2025, rejeitou a atracação do CS Aura por documentos fraudulentos abrigava, a poucos quilômetros, a refinaria que deveria receber a carga. O circuito entre o Comando Pour Jafari e as refinarias independentes do norte da China não é apenas documentado — é geograficamente preciso.
Os documentos do WikiIran chegam num momento em que esse circuito está em colapso forçado. Em abril de 2026, o Wall Street Journal reportou que o Irã abandonou os intermediários da frota sombra para tentar vender seu petróleo diretamente, resultado do bloqueio naval americano que opera no Estreito de Ormuz desde fevereiro de 2025 no âmbito da Operação Southern Spear. O próprio comunicado do Tesouro americano que designou os líderes do Comando é explícito: a receita do petróleo financia “backing terrorist proxies” do regime iraniano — a categoria que inclui o Kata’ib Hezbollah de Al-Saadi. O que os arquivos documentam — contratos, comandantes, coordenadas, contas bancárias — é o registro operacional do último ciclo dessa rede antes de desmoronar. Um arquivo de como o IRGC vendeu petróleo ao mundo enquanto o mundo tentava impedir.
Quem é Al-Saadi
O que se sabe sobre Mohammad Baqer Saad Dawood Al-Saadi não vem de dossiês confidenciais. Vem, em boa parte, do próprio suspeito. Seu perfil no X (@bakr81950), ativo desde janeiro de 2014 e citado explicitamente na queixa criminal do DOJ como instrumento de propaganda terrorista, é uma janela rara para a biografia de um operativo do IRGC que nunca se preocupou muito em se esconder.
A foto de perfil mostra Al-Saadi ao lado de Qasem Soleimani. Em julho de 2025, ele publicou luto pelos comandantes do IRGC mortos nos conflitos recentes, dizendo que ficou “órfão” e prometeu continuar o “pacto” sozinho.
A conta tem 1.933 seguidores, verificação azul e segue apenas duas pessoas no mundo: o filósofo russo Alexander Dugin (@AGDugin), ideólogo do eurasianismo anti-ocidental, e o clérigo iraquiano Ayad Jamal al-Din, crítico da interferência iraniana excessiva no Iraque — uma combinação que revela as camadas ideológicas de um homem que serve ao IRGC mas mantém discordâncias com o establishment xiita iraquiano.
Em 23 de março de 2024, Al-Saadi publicou em seu perfil no Telegram (@MOHAMMED_BAQER1993) um relato detalhado do que havia acontecido com ele na União Europeia nas semanas anteriores. Segundo ele próprio, havia sido detido em ao menos três países — Suíça, Espanha e Itália —, sempre acompanhado de uma delegação governamental e com documentos que descreveu como inteiramente oficiais. Ainda assim, as autoridades cancelaram seu visto e o acusaram formalmente de extremismo e ameaça à segurança nacional.

Al-Saadi descreveu o episódio com indignação: afirmou que os europeus “ultrapassaram todos os costumes diplomáticos, os direitos humanos e o direito internacional” — um argumento notável vindo de um homem que, segundo o DOJ, coordenava ataques terroristas em múltiplos países ao mesmo tempo. Junto ao texto, publicou o documento de notificação policial europeia e uma foto do passaporte com o visto Schengen italiano carimbado em vermelho: “REVOCATO”.
O tom do post era de ameaça disfarçada de anedota. Al-Saadi escreveu que um “irmão” lhe perguntou qual era sua resposta ao episódio. “Sorri bastante”, disse ele, e respondeu: “Eu sempre sou parado nos aeroportos. Vão pagar um preço muito alto por me importunarem e me deterem. Da mesma forma, vão se arrepender muito por terem me libertado. Os dias vão provar isso — e para o sábio, um sinal é suficiente.” O canal que veiculou esse post foi posteriormente citado pelo Departamento de Justiça dos EUA como instrumento formal de propaganda terrorista, ao lado do X e do Snapchat. Os dias provaram. Ele continuou operando por mais 26 meses.
O “filho” de Soleimani
A sua história pessoal ajuda a explicar o fanatismo. Segundo Entifadh Qanbar, ex-adido militar iraquiano em Washington e hoje presidente da Future Foundation, Al-Saadi cresceu em Bagdá criado pela mãe iraquiana depois que seu pai — o general de brigada iraniano Ahmad Kazemi — morreu em 2006. Adolescente sem pai, foi enviado a Teerã para treinar com o IRGC. Foi lá que encontrou Soleimani. “Ele olhava para Soleimani como uma figura paterna, depois da morte do próprio pai”, disse Qanbar ao New York Post. A foto de perfil de Al-Saadi no X mostra os dois juntos. O indiciamento do DOJ inclui fotos de Al-Saadi ao lado de Soleimani em instalações militares, debruçados sobre mapas e equipamentos.
Em agosto de 2020, sete meses após a morte de Soleimani, Al-Saadi postou no X: “Vou sair das redes sociais e desligar todos os meus celulares até que o inimigo americano seja derrotado... vitória ou martírio.” A promessa durou pouco. Ele continuou postando, cada vez mais abertamente. Em 2025, num post que descreveu como seu “último tuíte”, escreveu: “Dirijo-me a vocês em estado de grande choque e fraqueza intensa, sentimento que nunca experimentei em minha vida exceto uma vez, no martírio de Qasem Soleimani.” Não era retórica. Era um registro público de estado psicológico — e de intenção.





A conta foi usada como palanque jihadista ao longo de anos. Em junho de 2023, com 41 mil visualizações, ele rememorou o atentado de Burgas, na Bulgária — 2012, turistas israelenses, atribuído ao Hezbollah — e avisou: “não testem nossa paciência.” Em 25 de abril de 2026, seu canal no Telegram publicou um pôster da Harakat Ashab al-Yamin com fuzil, mísseis e um cronômetro em contagem regressiva, acompanhado da frase: “O perigo não está longe — está mais perto do que você pensa. Cuidado, o tempo está se esgotando.” Quatro dias depois, em 29 de abril, o mesmo canal publicou em inglês a reivindicação de um ataque com facadas em Golders Green, norte de Londres, contra judeus — concluindo com um chamado para matar Trump.
Em 7 de março de 2026 — no auge da onda de retaliação iraniana após os ataques americanos e israelenses na Operação Epic Fury —, Al-Saadi publicou no X que os investigadores do Departamento de Justiça consideram seu post mais operacional e explícito. Com 88.032 visualizações e acompanhado de um vídeo de propaganda, o texto “autorizava as células adormecidas”. Uma espécie de sinal verde operacional para que células infiltradas no Ocidente passassem à ação.
Para se mover, Al-Saadi usava uma cobertura bem construída: uma agência de viagens especializada em turismo religioso, que lhe permitia circular pelo mundo para “conectar com células terroristas”, segundo Qanbar. Quando foi preso na Turquia, carregava um passaporte de serviço iraquiano — documento emitido para funcionários do governo que só pode ser obtido com anuência do primeiro-ministro, garante acesso a salões VIP em aeroportos iraquianos e minimiza verificações de segurança locais.




No X, ao lado dos posts de propaganda, havia registros de viagens: selfie na Torre Eiffel, em Paris; foto em frente às Torres Petronas, em Kuala Lumpur; imagem posando de caiaque. O mesmo homem que em 20 de abril de 2026 publicou em seu Telegram um comunicado formal da Harakat Ashab al-Yamin endereçado a Trump — “sua filha Ivanka esteve à beira da morte há treze dias, mas os nossos homens não matam prostitutas” — também documentava turismo como qualquer viajante comum.
Elizabeth Tsurkov, pesquisadora sênior do New Lines Institute em Washington que foi sequestrada em Bagdá em 2023 e mantida refém pelo Kata’ib Hezbollah por 903 dias antes de ser libertada em setembro de 2025, confirmou ao New York Post que Al-Saadi mantinha relações diretas com Soleimani e depois com seu sucessor, o brigadeiro-general Esmail Qaani, que continuou fornecendo recursos para suas redes terroristas. Ela disse não saber se Al-Saadi foi um de seus captores — só os viu encapuzados.
Plano real, mas inicial
Os posts da conta de Al-Saadi no X documentam uma escalada que começou bem antes das acusações formais. Em dezembro de 2021 — quase cinco anos antes da prisão — Al-Saadi publicou uma foto de satélite de Indian Creek Island, a ilha privada em Miami-Dade onde Ivanka Trump e Jared Kushner vivem, acompanhada de uma mensagem em árabe: “Olhem para esta foto e saibam que nem os palácios nem o Serviço Secreto vão proteger vocês. Estamos na fase de vigilância e análise. Nossa vingança é uma questão de tempo.”
O DOJ não incluiu o nome de Ivanka Trump nas seis acusações formais. A informação veio por fontes de inteligência citadas pelo New York Post. O que o processo criminal descreve é um padrão mais amplo: Al-Saadi coordenou ou incentivou pelo menos 18 ataques na Europa e no Canadá — incêndio criminoso em banco em Amsterdã, facadas contra judeus em Londres, tiro no consulado americano em Toronto, bomba em sinagoga na Bélgica — e tentou contratar um suposto sicário de um cartel mexicano que, na prática, era um agente disfarçado do FBI. Foi nessa armadilha que ele se expôs mais diretamente.
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Quanto a Ivanka, o plano estava no estágio de reconhecimento: mapa da propriedade, ameaça pública, juramento pessoal. Não havia equipe recrutada em solo americano, nem armas, nem operativo infiltrado na ilha. Indian Creek Island é chamada de “Bunker dos bilionários”: acesso por uma única ponte controlada, polícia própria, patrulha 24 horas por água, câmeras e radar. Jeff Bezos e Tom Brady são vizinhos. Qualquer aproximação não autorizada é detectada antes de virar operação. Ainda assim, o DOJ avaliou a ameaça como suficientemente séria para incluir nas justificativas de extradição.

WikiIran e o financiamento da rede
O contexto mais amplo do caso Al-Saadi passa pelos documentos internos do IRGC vazados pelo WikiIran em 13 de maio de 2026 — dois dias antes da prisão. Os arquivos, que incluem milhares de e-mails do Quartel-General Shahid Pour Jafari, revelam como a Força Quds estrutura o financiamento de suas operações: vende petróleo através de empresas de fachada turcas, como a Golden Globe Demir Çelik Petrol (GDCP), designada pelo Departamento do Tesouro americano em julho de 2025, e recebe pagamentos de empresas chinesas como a Haokun Energy, com sede em Pequim — que, segundo os documentos, estava em débito com o general Ahmed Mohammad Zadeh, chefe do Pour Jafari, em valor não especificado, com acordos assinados em julho de 2025 e novembro de 2025.
A reportagem de A Investigação mostrou como essa estrutura financeira usou o navio Oceanic Fortune, que havia operado legitimamente no Porto de Santos meses antes, para criar uma cobertura de credibilidade junto a terminais chineses. O dinheiro gerado por esse tráfego de petróleo — centenas de milhões de dólares, segundo o Tesouro americano — é o mesmo que financia a rede operacional da qual Al-Saadi faz parte. Um lado da moeda controla os tankers. O outro, as células adormecidas.
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