Em 25 de outubro, às 21h09, no horário de Brasília, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou matematicamente a reeleição de Lula. Sete minutos depois, às 21h16, a Polícia Federal assinou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apreender os passaportes de Flávio Bolsonaro.
O ministro acolheu a solicitação naquela noite, sem ouvir previamente a Procuradoria-Geral da República, e proibiu o senador de deixar o país. Cerca de 61 horas depois, em 28 de outubro, às 10h23, Flávio desembarcou com a mulher e as duas filhas em Miami. Para chegar aos Estados Unidos, numa ação cinematográfica, cruzou por terra a fronteira com a Argentina e embarcou num jato particular com escala no Equador.
Naquele mesmo dia, já nos Estados Unidos, Flávio publicou uma carta em que denunciou perseguição política, acusou fraude na eleição e defendeu a cassação da chapa Lula–Alckmin. As primeiras versões que circularam o identificavam como “presidente eleito”. No texto final, no entanto, ele passou a se definir como “líder do Brasil”. As acusações permaneceram, mas a pretensão de rever o resultado ainda depende de provas e do julgamento das ações.
Neste relatório, examinamos as possibilidades abertas pelas denúncias da carta de Flávio Bolsonaro: corrigir a apuração, cassar a chapa Lula–Alckmin ou convocar uma nova eleição. Explicamos o que precisa ser provado, quem decide e o que seus eleitores podem esperar.
Observação: Relatório detalhado. Tempo de leitura estimado: 40 minutos.



