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A reportagem sobre a plataforma Pode Espalhar — publicada por A Investigação esta semana — foi atualizada para incluir nova análise de registros técnicos, atos societários e marcos oficiais que situam a criação e o lançamento da plataforma dentro do período de quarentena imposto pela Comissão de Ética da Presidência.
Os dados indicam que o domínio foi registrado, o site entrou no ar e o lançamento público ocorreu enquanto vigorava o impedimento. À época, Brunna Rosa Alfaia — conhecida na campanha de 2022 como “companheira do TikTok” e então responsável pela estratégia digital do presidente na Secom — estava proibida de exercer atividades privadas relacionadas à sua área de atuação no governo.
Decidimos atualizar ao invés de publicarmos nova reportagem para que tenhamos todos os fatos reunidos em um documento único.
A nova seção organiza a cronologia dos fatos e aponta questões que exigem esclarecimento formal, inclusive quanto à eventual comunicação de atividades ao colegiado de ética durante o período de restrição. A atualização traz ainda uma linha do tempo com todos os marcos relevantes: exoneração, início da quarentena, registro do domínio, entrada do site no ar, lançamento oficial e encerramento do impedimento.
Se confirmada a atuação durante a quarentena, o caso pode configurar violação da Lei nº 12.813/2013 (Lei de Conflito de Interesses), com possível abertura de processo na Comissão de Ética Pública e exigência de devolução da remuneração compensatória recebida no período — R$ 18,4 mil mensais por seis meses, totalizando R$ 110,4 mil. Também pode haver responsabilização administrativa, incluindo inabilitação temporária para ocupar cargos em comissão ou funções de confiança no Executivo federal.
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Leia aqui a reportagem completa:
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