Hoje, às 21h, no Dossiê Semanal, vou ao que o relatório da PF pôs no processo — e ao que a Fazenda fez com as bets que a própria polícia tinha vetado.
Daniel Vorcaro escrevia no Notas, tirava print e mandava em modo efêmero para o número salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. A PF reconstituiu 52 envios. No dia 30 de outubro ele pediu para “reforçar com Andrei e Paulo” e fechou uma lista de sete investigadores — entre eles o chefe de gabinete de Gonet e o procurador que pediu a prisão. No dia 15 de novembro, enquanto o STF tornava Eduardo Bolsonaro réu por coação, Vorcaro perguntava se era hora de deixar o país. Dois dias depois, prisão no aeroporto. Moraes negou as mensagens. O laudo documenta o envio. Não documenta o atendimento.
Na mesma extração: no dia 1º de outubro, “pagamos Metrópoles e Barci”. Mesma noite, mesma estrutura. O escritório da mulher de Moraes já era, nas mensagens dele, “o pagamento mais importante”. E Ciro Soares relata que pediu a Gonet a desistência de um candidato ao CNPG em favor de Jarbas Soares Júnior. Jarbas foi eleito. Um advogado já protocolou reclamação no CNMP contra o PGR.
Nas bets, o padrão se repete. Sócio brasileiro de 20% sem voto. Betnacional autorizada com a Receita já investigando o grupo. Vaidebet, Sportvip, Esportes da Sorte e 1xBet barradas com alerta da PF e liberadas depois — a 1xBet sem o registro público da prova que a própria SPA exigiu.


